Graças ao homem, o céu deixou de ser um local estranho e, em vez de uma zona inatingível, tornou-se um lugar lúdico aberto a novas experiências e emoções. Ao contrário da maioria das actividades radicais, que proporcionam adrenalina na descida, a Asa Delta proporciona adrenalina na subida. Poder subir mais e mais, ficar bem perto do céu e sentir o Mundo inteiro aos nossos pés é o desafio da Asa Delta!

      Em que consiste a modalidade?

  O praticante de Asa Delta salta de uma rampa colocada no alto de uma montanha, preso ao cinto de uma asa delta, e plana suavemente à procura de correntes de ar quente ascendentes (conhecidas como correntes térmicas). No final regressa para um local próximo, normalmente um descampado no sopé da mesma montanha de onde partiu.

   Existe, também, o chamado voo "cross country", que começa numa cidade e termina num local distante do ponto de partida. Quem já experimentou esta modalidade afirma que a emoção do voo está em usar as forças da Natureza (térmicas, ventos, nuvens) para ser transportado a grandes alturas.

A Asa Delta requer boas aptidões físicas e uma certa preparação intelectual, porque a sua prática exige um domínio perfeito de um grande número de conhecimentos, bem como dos próprios reflexos do praticante. O espaço, o vento, a variação de posição colocam-no, constantemente, numa situação crítica que requer uma multiplicidade de aptidões e uma perfeita coordenação dos reflexos.

  A idade mínima para a prática desta modalidade varia mas anda à volta dos 14 anos.

  Para praticar Asa Delta deve-se saber respeitar a Natureza e os seus elementos. É preciso saber reconhecer quando as condições meteorológicas não estão boas para o voo e respeitar os limites do ser humano.

   A maioria dos acidentes é provocada pelos próprios pilotos, por negligência, desafio das condições climáticas e desprezo pelas regras de segurança de voo. Antes de começar a prática de Asa Delta, deve-se aprender todas as regras para evitar situações perigosas.
 

Como começar a praticar de forma segura?


 

 

 

Para se praticar voo livre é necessário frequentar um curso, pois são necessários conhecimentos profundos de meteorologia, aerodinâmica e regras de pilotagem.

    Deve procurar-se uma boa escola de voo com um instrutor reconhecido pela associação ou clube.    

   O curso de voo começa sempre no chão, onde se aprende a carregar a asa e onde se tem aulas teóricas sobre o equipamento, micro meteorologia, situações de voo, situações de emergência e mecânica de voo.

    Depois de muito treino e com a certeza de que já conhecemos todas as técnicas, já se pode receber um diploma numa rampa de descolagem

 Mesmo depois de formado, o instrutor ainda deve acompanhar o formando durante os primeiros voos. Para terminar o curso é necessário fazer um exame teórico.

 Só a partir deste momento começa a prática autónoma da modalidade, devendo o praticante manter-se sempre informado das últimas novidades em equipamentos, segurança em voo, condições meteorológicas, relatos de voo e tudo o que o ajuda a «crescer» e a melhorar o seu conhecimento e

 

O Equipamento necessário:

_asa delta
_cinto de voo
_pára-quedas de emergência
_capacete
_2 mosquetões
_luvas
_botas de montanha

_altímetro

 

Preços:

O preço de um curso de Asa Delta varia entre os 250€ e os 500€. A escola deve oferecer o equipamento para as aulas, mas depois disso é o praticante que terá de comprar o próprio equipamento.

  Existem equipamentos usados no mercado, mas é preciso cuidado e experiência para saber se o equipamento tem ou não qualidade. Além do mais, a vida útil de um equipamento usado é muito menos que a de um novo.

A asa delta para iniciantes custa em torno de 1.000€ usada e 1.500€ nova. O preço do pára-quedas varia entre os 300€ e os 1.500€ (modelo com propulsão balística).

O capacete custa, aproximadamente, 75€. O valor do mosquetão está em torno dos 22€.

Onde praticar?

  Os Locais eleitos em Portugal são a Serra de Montejunto (Alenquer), a Serra do Socorro (Torres Vedras), Linhares da Beira (Guarda), Serra da Arrábida, Serra do Marão, Madeira, Açores, entre outros.

 

   
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